À sombra do amor.

quinta-feira, 1 de março de 2012 2 comentários
(um copo de água, porque essa história não me desce a garganta)

Olá amigos leitores,

hoje eu contarei para vocês um caso que ocorreu na minha vida. Não contarei muitos detalhes para não me expor, tampouco a pessoa que fez com que esse texto fosse produzido, o motivo dele. Espero que ele não fique desconexo devido a omissão de algumas coisas. A história é mais ou menos assim:

A morte do cisne.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 0 comentários
Pedro saiu de sua casa para encontrar os seus amigos de rua. Ele saiu sem se esquecer por nenhum momento do seu amor.
Nas ruas ele era o demônio; roubava, batia, falava mal dos civis. Ele gostava de estar com sua gangue, meninos de quatorze a vinte e um anos, todos colegas de infância. Juntos já vivenciaram tantas e tantas situações intensas que já não ligavam para as consequências.
Naquela noite Pedro estava na liderança e foram para o encontro de problemas.

Renato ficou para a última aula de balé, ele teve que trabalhar até mais tarde. Após o termino de sua aula tirou sua roupa e guardou suas sapatilhas na mochila. Ele saiu da academia sem se esquecer por nenhum momento do seu amor.
Bailarino por amor, Renato nunca foi um cara muito descolado ou popular. Tinha conseguido mais que um amor, mas também uma amizade verdadeira. Não precisava de nada além disso. Sua vida era boa e ele não sentia mais vergonha em dançar. Já tinha dezessete anos e as coisas pareciam ser menos difíceis de lidar ultimamente.
Naquela noite Renato estava sozinho e a procura do conforto da sua cama.

O que eles não sabiam é que o destino havia programado um encontro para os dois, e aconteceu de que a gangue de Pedro encontrou Renato sozinho sob a fraca iluminação das ruas. Viram nele um alvo fácil para suas injurias. O bailarino entendeu o que estava para acontecer ao ver o grupo barulhento que vinha na sua direção, mas não havia muito mais o que ser feito. Ele tinha que seguir.
Os garotos abordaram o rapaz e ordenaram que ele passasse a sua mochila e abrindo-a encontraram suas coisas do balé. Nesse instante começaram as piadas. Todos riam e gritavam que o rapaz era gay, veado, entre outros nomes. Renato já havia passado por isso antes, de maneiras diferentes, ninguém compreendia que balé era uma parte de sua vida e não a sua opção sexual.
Eles empurraram o garoto que caiu no chão. Todos estavam se divertindo, todos menos Pedro. Pedro estava com uma fúria incontrolável. A idéia de que o garoto pudesse ser homossexual enojava-lhe, e desse nojo surgiu à agressão. O líder da gangue começou a bater violentamente no jovem caído no chão. Seus amigos assustaram de inicio com a brutalidade. Pedro dava socos e pontapés, gritava palavras de preconceito, dizia que gay não merecia viver.

A dança prosseguiu num embalo penoso. Os urros de dor do dançarino mostravam seu esforço. Os movimentos eram imprecisos e os espectadores estavam apreensivos.  Pedro, o dançarino das ruas, não queria provar nada, ele só queria dançar. Já o outro dançarino, o dos palcos, só conseguia pensar no seu amor.  Não queria morrer sem ver sua namorada de novo, ele a amava. E assim foi a dança por algum tempo.  Ela só terminou quando Renato ficou completamente ensangüentado e inerte ao chão. Com medo o público correu, não queriam ser presos.
O agressor ficou olhando para sua vítima no chão e uma lágrima escorreu do seu rosto. Ele também não esqueceu por nenhum momento do seu amor, o homem que ele nunca teria em seus braços.

Melhor que antes. (Papo para homens)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 0 comentários
(um café expresso com biscoitos de nata)

Olá amigos.

Hoje eu vou falar sobre algo que eu demorei a descobrir, mas ainda sim foi antes de maiores estragos. Lembram-se de quando a gente se sente feio, ou não se sente querido, ou até mesmo fracassado nos relacionamentos? E o que sempre nos dizem não é que se nossa autoestima estiver baixa isso vai refletir e os outros perceberão. Que para sairmos deste ciclo de autopiedade temos que ser felizes com nós mesmos? Pois é, isso não é de todo errado.  Mas eu descobri que apenas olhar-se no espelho e dizer sou feio e feliz, gordo e feliz, espinhento e feliz, ou qualquer que seja o defeito ou insegurança que temos, não nos fará termos mais confiança no nosso "taco". Precisamos sim é de uma reforma geral, tanto no visual quanto na nossa percepção do mundo. Vou  dizer algumas coisas que me ajudaram muito a melhorar meus relacionamentos e minha vida social.

Para provar.

domingo, 8 de janeiro de 2012 1 comentários
(apenas um café)

Para provar, fazemos provas.
Para sermos aprovados provas fazemos.
Temos sempre que por a prova. Faça o teste!

Provamos cedo, provamos sempre.
Algumas vezes somos reprovados,
já em outras somos reprovadores.

Saber não basta, é preciso provar.
A vida e o professor nos impõem provas.
A vida não reprova, ela corrige.
O professor reprova, mas nem sempre corrige.

Se com o professor a gente cola,
com a vida nós também trapaceamos, a nós.
Com a cola a gente aprova. Mas não aprende.
A gente cola.

Ser não basta, é preciso provar.
Para provar, fazemos provas.
Viver não basta, é preciso nos provar.
Para provar, fazemos provas.
                           (Arthur Fortes)


Sou um idiota pensante, pensando em idiotices.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 0 comentários
(Um milkshake de cappuccino por favor)

Esse texto não tem nada a ver com o fim de ano, tampouco com as promessas para o mesmo.

É engraçado perceber como o tempo passa e a cada dia eu me transformo mais no homem que eu nunca desejei ser. Não desejava ser por motivos ideológicos, motivos estes até muito lógicos.
Quando criança vendo meu digníssimo pai em seus esforços para com a família, eu decidi que queria ser como ele. Homem de palavra, de ação. Um homem que trabalha incansavelmente para sustentar os seus.
O homem que eu jamais poderia me tornar.