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Uma noite. Uma amiga.
Empatia? Não sei. Talvez seja essa a palavra que eu possa usar para com a Carla Diniz Alvim.
Essa mulher distinta, dona de um jeito único, me cativou de uma maneira singular.
Não bateu a primeira vista, mas quanto mais eu a conhecia, mais eu gostava.
Descobri nela muito de mim, uma parte obscura e negada em mim. Tudo o que era negado e velado em mim era nela exposto e livre. E era assim que ela atuava sobre mim, como raios de sol que vêm para revelar o que se esconde sob a penumbra.
Nossa amizade surgiu de maneira leve e natural, e vem se consolidando sem grandes esforços.
Amo-a como os ventos amam os cabelos.
Minha amiga Lésbica e ativista é meu sinônimo de liberdade.
Se hoje falo de homens, se hoje sou livre, é porque um dia ouvi Carla falar da vida com beleza e naturalidade.
Sinto-me feliz em tê-la ao meu lado. Em poder mandar uma mensagem sabendo que será ela minha receptora.
Espero que isso não morra, e que essa guerreira vença muitas outras batalhas.
Quero poder, lá na frente, dizer:
"Essa vadia é minha amiga."
2 Beijos do seu amado, Arthur Fortes.
(Pequeno texto retirado do livro "Recipiente" escrito num retorno embriagado para casa).
Universidade, um novo universo.
(um café com leite e um pão na chapa)
Bom dia!
Entrar numa faculdade é o sonho de muitos, e por vezes este sonho é um tanto quanto específico, como por exemplo; entrar em alguma universidade federal. Uma vontade bastante inteligente, tendo em vista alguns aspectos, tal como a excelência de ensino, a didática inovadora, dentre tantos outros motivos.
Hoje falarei não sobre o estar lá dentro, fato que eu consegui, mas sim sobre o que acontece antes de entrar. O longo e árduo (não que tenha sido para mim) caminho até as portas de entrada para o universo acadêmico.
Existe uma grande inversão nos princípios da educação na atualidade; nós não estudamos mais para sermos críticos e racionais quanto pessoas, mas sim para sermos admitidos nos diversos campos de trabalho da sociedade e sermos aprovados nos testes impostos para nivelar o conhecimento. Dessa maneira, todo ser humano que ingressa na escola inicia uma longa jornada de limitação e condicionamento intelectual para que nos tornemo-nos aptos a ocupar lugar na sociedade capitalista. Não quero me estender nestas questão problemáticas uma vez que expor alguns pontos não trará nenhuma mudança real. A questão é; eu passei por tudo isso, do primeiro período até o terceiro ano do ensino médio. Com minhas quedas e tropeços.
Eu não estudei para o enem (o é compreendido como algo que avaliará se o aluno domina os conhecimentos do ensino médio), não precisei. Fiz o enem e a segunda etapa da universidade com os meus conhecimentos de ensino fundamental mesmo. Estou me gabando por isso? Não, não mesmo. Estou mostrando que esse sistema de avaliação é falho em si mesmo, esta tudo errado. Do inicio ao fim.
O foco dado nas decorebas, a edução se transformando em mercadoria, enfim, coisas que não deveriam acontecer no ambiente escolar, mas que pelo contrário vêm ganhando força dentro das escolas.
Entrar na faculdade é mais fácil do que parece, mas seria esse o método correto de ingressão? Será que eu que não estudei nada, que não tive uma boa base na educação deveria ser quem vai ocupar um lugar dentro de uma federal? E por outro lado, seria um estudante que veio de uma escola particular caríssima, que pagou os melhores cursinhos, que condicionou sua mente para as avaliações, que se limitou aos guias práticos de ensino, que deveria ocupar essas vagas?
Precisamos refletir. Neste primeiro texto sobre a minha ingressão na UFMG eu só quis contar um pouquinho de como se deu a minha entrada, e de como é ridículo os métodos avaliativos, que se baseiam em acumulo de métodos e conhecimentos, e não num pensamento crítico e lógico sobre a vida e suas "matérias".
Bom dia!
Entrar numa faculdade é o sonho de muitos, e por vezes este sonho é um tanto quanto específico, como por exemplo; entrar em alguma universidade federal. Uma vontade bastante inteligente, tendo em vista alguns aspectos, tal como a excelência de ensino, a didática inovadora, dentre tantos outros motivos.
Hoje falarei não sobre o estar lá dentro, fato que eu consegui, mas sim sobre o que acontece antes de entrar. O longo e árduo (não que tenha sido para mim) caminho até as portas de entrada para o universo acadêmico.
Existe uma grande inversão nos princípios da educação na atualidade; nós não estudamos mais para sermos críticos e racionais quanto pessoas, mas sim para sermos admitidos nos diversos campos de trabalho da sociedade e sermos aprovados nos testes impostos para nivelar o conhecimento. Dessa maneira, todo ser humano que ingressa na escola inicia uma longa jornada de limitação e condicionamento intelectual para que nos tornemo-nos aptos a ocupar lugar na sociedade capitalista. Não quero me estender nestas questão problemáticas uma vez que expor alguns pontos não trará nenhuma mudança real. A questão é; eu passei por tudo isso, do primeiro período até o terceiro ano do ensino médio. Com minhas quedas e tropeços.
Eu não estudei para o enem (o é compreendido como algo que avaliará se o aluno domina os conhecimentos do ensino médio), não precisei. Fiz o enem e a segunda etapa da universidade com os meus conhecimentos de ensino fundamental mesmo. Estou me gabando por isso? Não, não mesmo. Estou mostrando que esse sistema de avaliação é falho em si mesmo, esta tudo errado. Do inicio ao fim.
O foco dado nas decorebas, a edução se transformando em mercadoria, enfim, coisas que não deveriam acontecer no ambiente escolar, mas que pelo contrário vêm ganhando força dentro das escolas.
Entrar na faculdade é mais fácil do que parece, mas seria esse o método correto de ingressão? Será que eu que não estudei nada, que não tive uma boa base na educação deveria ser quem vai ocupar um lugar dentro de uma federal? E por outro lado, seria um estudante que veio de uma escola particular caríssima, que pagou os melhores cursinhos, que condicionou sua mente para as avaliações, que se limitou aos guias práticos de ensino, que deveria ocupar essas vagas?
Precisamos refletir. Neste primeiro texto sobre a minha ingressão na UFMG eu só quis contar um pouquinho de como se deu a minha entrada, e de como é ridículo os métodos avaliativos, que se baseiam em acumulo de métodos e conhecimentos, e não num pensamento crítico e lógico sobre a vida e suas "matérias".
À sombra do amor.
(um copo de água, porque essa história não me desce a garganta)
Olá amigos leitores,
hoje eu contarei para vocês um caso que ocorreu na minha vida. Não contarei muitos detalhes para não me expor, tampouco a pessoa que fez com que esse texto fosse produzido, o motivo dele. Espero que ele não fique desconexo devido a omissão de algumas coisas. A história é mais ou menos assim:
Olá amigos leitores,
hoje eu contarei para vocês um caso que ocorreu na minha vida. Não contarei muitos detalhes para não me expor, tampouco a pessoa que fez com que esse texto fosse produzido, o motivo dele. Espero que ele não fique desconexo devido a omissão de algumas coisas. A história é mais ou menos assim:
Melhor que antes. (Papo para homens)
(um café expresso com biscoitos de nata)
Olá amigos.
Hoje eu vou falar sobre algo que eu demorei a descobrir, mas ainda sim foi antes de maiores estragos. Lembram-se de quando a gente se sente feio, ou não se sente querido, ou até mesmo fracassado nos relacionamentos? E o que sempre nos dizem não é que se nossa autoestima estiver baixa isso vai refletir e os outros perceberão. Que para sairmos deste ciclo de autopiedade temos que ser felizes com nós mesmos? Pois é, isso não é de todo errado. Mas eu descobri que apenas olhar-se no espelho e dizer sou feio e feliz, gordo e feliz, espinhento e feliz, ou qualquer que seja o defeito ou insegurança que temos, não nos fará termos mais confiança no nosso "taco". Precisamos sim é de uma reforma geral, tanto no visual quanto na nossa percepção do mundo. Vou dizer algumas coisas que me ajudaram muito a melhorar meus relacionamentos e minha vida social.
Olá amigos.
Hoje eu vou falar sobre algo que eu demorei a descobrir, mas ainda sim foi antes de maiores estragos. Lembram-se de quando a gente se sente feio, ou não se sente querido, ou até mesmo fracassado nos relacionamentos? E o que sempre nos dizem não é que se nossa autoestima estiver baixa isso vai refletir e os outros perceberão. Que para sairmos deste ciclo de autopiedade temos que ser felizes com nós mesmos? Pois é, isso não é de todo errado. Mas eu descobri que apenas olhar-se no espelho e dizer sou feio e feliz, gordo e feliz, espinhento e feliz, ou qualquer que seja o defeito ou insegurança que temos, não nos fará termos mais confiança no nosso "taco". Precisamos sim é de uma reforma geral, tanto no visual quanto na nossa percepção do mundo. Vou dizer algumas coisas que me ajudaram muito a melhorar meus relacionamentos e minha vida social.
Olho a olho
(café, café)
Descobri a pouco tempo o poder de um olhar. Não apenas na sedução, ou na comunicação, mas em muitas outras áreas que se bem exploradas nos revelará um novo conceito de relação.
É comum de nossa curiosidade varrer o ambiente no qual estamos com os olhos, porém ao nos depararmos com um outro olhar nos sentimos envergonhados e logo disfarçamos olhando para o chão ou qualquer outro lugar. O que há de errado em olhar nos olhos de um estranho?
Descobri a pouco tempo o poder de um olhar. Não apenas na sedução, ou na comunicação, mas em muitas outras áreas que se bem exploradas nos revelará um novo conceito de relação.
É comum de nossa curiosidade varrer o ambiente no qual estamos com os olhos, porém ao nos depararmos com um outro olhar nos sentimos envergonhados e logo disfarçamos olhando para o chão ou qualquer outro lugar. O que há de errado em olhar nos olhos de um estranho?
Júri simulado
(um chá mate gelado)
Bom, ontem eu participei de um júri simulado. Este júri acontece anualmente na minha escola e é bem visto por todos. A escola para no dia para que cada turma tenha a sua seção. Cada sala escolhe um tema que normalmente gira em torno da legalização das drogas, homofobia, aborto, maioridade penal, e etc.
Minha sala quis fazer diferente este ano e escolhemos um tema atual, porém não familiar a muitos pois atinge apenas as pessoas da escola. O tema era sobre a reabertura de outras unidades da instituição que foram fechadas pela cidade.
Eu fui o promotor e me dediquei a defender as leis, que mostram claramente que o ensino médio é de responsabilidade do estado e não do município. Eu estudei, me preparei, fiz entrevistas e reuni leis. Tudo para que a realidade fosse mostrada.
Meu oponente, o advogado, defenderia que não era justo com a cidade o fechamento destas unidades e que as propostas feitas pela prefeitura não satisfaziam a população. Até aqui tudo bem.
Eu rumei para minha própria derrota, uma vez que todo o júri era composto por estudantes da instituição da qual estaria fechando as unidades.
Argumentei, falei, ironizei, protestei e fiz das tripas coração. Provei por A + B que tudo o que estava acontecendo fazia parte de um processo muito maior, uma reestruturação. Apresentei as leis, falei das melhorias e de como trocar o médio regular pelo médio integrado seria, e é uma ótima coisa para todos.
Meu oponente usou do lado emocional, disse com muita convicção que tudo estava errado, que uma coisa que vinha dando certo não preciraria de mudanças. Ele fez inumeras especulações e denuncias graves como lavagem de dinheiro e que a atual prefeita Marilia Campos era ladra e omissa com a cidade.
Meu oponente assim como eu, argumentou bem e com clareza nas idéias, porém não apresentou solução alguma. A causa que eu defendia já estava em andamento, é algo palpável, perceptivel. O que ele fez durante uma hora e meia fora apenas contar do saudosismo da cidade para com a intituição, em como sonhos seriam perdidos entre outras sentimentalidades.Ele foi da leitura da bandeira da cidade até falar de Deus, e em como ele esta com a gente, quase chorei (ironizando de novo em?).
Resumindo, três votos para ele, dois votos para mim.
Eu perdi de maneira justa e irrefutável. O que me levou a uma simples conclusão. O governo que tanto estava sendo criticado fora eleito por eles mesmos. Tudo o que fora dito pelo adversário foram palavras, mas nenhuma era a solução ao problema. O brasileiro vota com duas coisas; olhos e coração. Poucos da platéia (que estava lotada no auditório) se quer pensaram no todo. Era apenas dado a atenção ao que os olhos viam e aos seus sentimentos de perda e frustração.
Eu sou aluno da mesma intituição e sei dos problemas que ela vêm passando. Se for olhar pelo lado "sentimental" ou como fora alegado pelo meu rival, pelo "dever moral" do governo com a cidade seria sim correto que a prefeitura mantivesse um instituição de ensino médio da qual ela não recebe verbas para manter, que continuasse aberta. Mas a realidade não consiste nas coisas do "achismo" e do saudosismo. É preciso que olhemos focados para a realidade da cidade para que possamos compreender o motivo das transformações.
Uma vez que a seção ja fora encerrada e eu perdi, não choro aqui minhas máguas.
Só espero que no momento em que eu votar para qualquer que seja o cargo político, eu possa fazer uma escolha consciente, para depois não ficar chorando e dando voltas atrás do próprio rabo.
Sem maiores delongas este é o fim do vitorioso dia em que eu perdi.
Muringa.
Bom, ontem eu participei de um júri simulado. Este júri acontece anualmente na minha escola e é bem visto por todos. A escola para no dia para que cada turma tenha a sua seção. Cada sala escolhe um tema que normalmente gira em torno da legalização das drogas, homofobia, aborto, maioridade penal, e etc.
Minha sala quis fazer diferente este ano e escolhemos um tema atual, porém não familiar a muitos pois atinge apenas as pessoas da escola. O tema era sobre a reabertura de outras unidades da instituição que foram fechadas pela cidade.
Eu fui o promotor e me dediquei a defender as leis, que mostram claramente que o ensino médio é de responsabilidade do estado e não do município. Eu estudei, me preparei, fiz entrevistas e reuni leis. Tudo para que a realidade fosse mostrada.
Meu oponente, o advogado, defenderia que não era justo com a cidade o fechamento destas unidades e que as propostas feitas pela prefeitura não satisfaziam a população. Até aqui tudo bem.
Eu rumei para minha própria derrota, uma vez que todo o júri era composto por estudantes da instituição da qual estaria fechando as unidades.
Argumentei, falei, ironizei, protestei e fiz das tripas coração. Provei por A + B que tudo o que estava acontecendo fazia parte de um processo muito maior, uma reestruturação. Apresentei as leis, falei das melhorias e de como trocar o médio regular pelo médio integrado seria, e é uma ótima coisa para todos.
Meu oponente usou do lado emocional, disse com muita convicção que tudo estava errado, que uma coisa que vinha dando certo não preciraria de mudanças. Ele fez inumeras especulações e denuncias graves como lavagem de dinheiro e que a atual prefeita Marilia Campos era ladra e omissa com a cidade.
Meu oponente assim como eu, argumentou bem e com clareza nas idéias, porém não apresentou solução alguma. A causa que eu defendia já estava em andamento, é algo palpável, perceptivel. O que ele fez durante uma hora e meia fora apenas contar do saudosismo da cidade para com a intituição, em como sonhos seriam perdidos entre outras sentimentalidades.Ele foi da leitura da bandeira da cidade até falar de Deus, e em como ele esta com a gente, quase chorei (ironizando de novo em?).
Resumindo, três votos para ele, dois votos para mim.
Eu perdi de maneira justa e irrefutável. O que me levou a uma simples conclusão. O governo que tanto estava sendo criticado fora eleito por eles mesmos. Tudo o que fora dito pelo adversário foram palavras, mas nenhuma era a solução ao problema. O brasileiro vota com duas coisas; olhos e coração. Poucos da platéia (que estava lotada no auditório) se quer pensaram no todo. Era apenas dado a atenção ao que os olhos viam e aos seus sentimentos de perda e frustração.
Eu sou aluno da mesma intituição e sei dos problemas que ela vêm passando. Se for olhar pelo lado "sentimental" ou como fora alegado pelo meu rival, pelo "dever moral" do governo com a cidade seria sim correto que a prefeitura mantivesse um instituição de ensino médio da qual ela não recebe verbas para manter, que continuasse aberta. Mas a realidade não consiste nas coisas do "achismo" e do saudosismo. É preciso que olhemos focados para a realidade da cidade para que possamos compreender o motivo das transformações.
Uma vez que a seção ja fora encerrada e eu perdi, não choro aqui minhas máguas.
Só espero que no momento em que eu votar para qualquer que seja o cargo político, eu possa fazer uma escolha consciente, para depois não ficar chorando e dando voltas atrás do próprio rabo.
Sem maiores delongas este é o fim do vitorioso dia em que eu perdi.
Muringa.
Autobiografia, o espelho.
(um cafézinho com açúcar)
Eu descobri que sou chato.
Não uso óculos de sol, piercing, brinco, colar, pulseira, tornozeleira, tatuagem, anel, munhequeira, bandana, lente de contato, alargador, nada. Isso me dá uma sensação de liberdade, de diferença.Ah, e têm isso também, eu me acho diferente.
A minha diferença realmente existe, assim como em todos os demais. Paradoxal, no mínimo. Todos os motivos nos quais me vejo diferente em relação aos outros eu descobri que se enquadram perfeitamente em uma simples definição: chatice.
As vezes como força de meu signo, ou tolice minha mesmo, me vejo em momentos de reflexão, olhando por cima de todos, com os olhos do ego. Aquele onde eu me torno um Deus perante os pobres mortais que me cercam, onde todos não estão á altura do que se propõe a fazer, ou não fazem com a maestria com que eu faria. Mentira.
É engraçado como uma pessoa que como eu tem estes lapsos de superioridade, consegue em um segundo compreender que tudo é fruto da sua fértil imaginação e que na verdade o único incompetente sou eu.. Não, não, sem "vitimismo". Só sei o meu lugar.
Vivendo entre outros da minha mesma espécie, os humanos, aprendi muitas coisas. Coisas completamente inúteis, coisas bobas e até mesmo coisas importantes, como o ciclo da água e a mudança temperamental feminina. Compreendi que muitos dos problemas que me afligem são consequência de minha própria mania de ser chato. A solidão é uma delas.
Sabe aquela do lobo solitário? Então, não se aplica a mim. Estou sozinho porque a minha chatice não deixou nenhuma doninha (perdoe-me a expressão) atingir o foco principal, o meu coração. Não, eu não acho que ser solteiro me torna alguém pior do que os outros, já que eu vejo muitas vezes na relação à dois, os bananas de pijama. Duas pessoas que retiraram parte de seus cerebros somente para poderem pensar juntas, nada se faz sozinho. Não vou me ater no lado afetivo, uma vez que não faço deste meu objetivo de vida.
Encontrei na escrita uma forma de transformar a imaginação que me faz ser "Deus", uma forma de me tornar um Deus efetivo. Não o Deus das orações, mas sim um Deus menor, como nas mitologias. Afinal o escritor, o narrador, são os fundadores do mundo a que se dirigem. Gosto de transpor ideias malucas para o papel, e fazer delas histórias das quais, penso eu, sou o único leitor. Me enveredar na escrita foi um coisa boa que veio da minha amizade com pessoas de um passado obscuro.
Obscuro? Não, também não vejo a reprovação na escola como obscuridade ou incapacidade, mas sim um forma de mostrar que a pessoa não esta madura, ainda criança no corpo de homem. A reprovação trouxe para mim um mundo novo, onde as coisas devem ser feitas com uma certa ordem e dedicação. Não me aprofundarei também no quesito educação, já que não concordo e não a vejo no Brasil sendo aplicada de verdade. Resumindo a reprovação me fez ver um outro lado, o lado onde as coisas acontecem, ação e reação.
Tudo neste vida nos traz experiência. Escrevi sobre o sol ao amor, das estrelas às mudanças. Li de Machado de Assis e também Mauricio de Souza, e tudo isso me aguçou o senso crítico, me antenou os ouvidos e me fez rir das besteiras que falei também das que escutei, besteiras estas vindas de pessoas das quais sempre tive apego e ou admiração.
Não me limitaria dizendo que sou alguém melhor, já que vivo preso no mundo das dualidades. Sempre que penso em mim de forma apreciativa acabo encontrando ações dignas de um porco. Pobre do porco que leva em seu nome o título das coisas ruins e sujas.
Visto que tudo o que escrevi foi retirado de uma breve reflexão da minha curta vida, compreendo que quanto mais buscarmos dentro de nós, mais acabaremos por descobrir quem somos nós. O quanto mudamos e aprendemos com as coisas simples da vida.
Concordo com alguém que não me recordo o nome, ele disse assim "A diferença entre a escrita e a terapia é que quando eu não escrevo não preciso pagar o dia".
Sou um chato, um chato querido.
Muringa.
Eu descobri que sou chato.
Não uso óculos de sol, piercing, brinco, colar, pulseira, tornozeleira, tatuagem, anel, munhequeira, bandana, lente de contato, alargador, nada. Isso me dá uma sensação de liberdade, de diferença.Ah, e têm isso também, eu me acho diferente.
A minha diferença realmente existe, assim como em todos os demais. Paradoxal, no mínimo. Todos os motivos nos quais me vejo diferente em relação aos outros eu descobri que se enquadram perfeitamente em uma simples definição: chatice.
As vezes como força de meu signo, ou tolice minha mesmo, me vejo em momentos de reflexão, olhando por cima de todos, com os olhos do ego. Aquele onde eu me torno um Deus perante os pobres mortais que me cercam, onde todos não estão á altura do que se propõe a fazer, ou não fazem com a maestria com que eu faria. Mentira.
É engraçado como uma pessoa que como eu tem estes lapsos de superioridade, consegue em um segundo compreender que tudo é fruto da sua fértil imaginação e que na verdade o único incompetente sou eu.. Não, não, sem "vitimismo". Só sei o meu lugar.
Vivendo entre outros da minha mesma espécie, os humanos, aprendi muitas coisas. Coisas completamente inúteis, coisas bobas e até mesmo coisas importantes, como o ciclo da água e a mudança temperamental feminina. Compreendi que muitos dos problemas que me afligem são consequência de minha própria mania de ser chato. A solidão é uma delas.
Sabe aquela do lobo solitário? Então, não se aplica a mim. Estou sozinho porque a minha chatice não deixou nenhuma doninha (perdoe-me a expressão) atingir o foco principal, o meu coração. Não, eu não acho que ser solteiro me torna alguém pior do que os outros, já que eu vejo muitas vezes na relação à dois, os bananas de pijama. Duas pessoas que retiraram parte de seus cerebros somente para poderem pensar juntas, nada se faz sozinho. Não vou me ater no lado afetivo, uma vez que não faço deste meu objetivo de vida.
Encontrei na escrita uma forma de transformar a imaginação que me faz ser "Deus", uma forma de me tornar um Deus efetivo. Não o Deus das orações, mas sim um Deus menor, como nas mitologias. Afinal o escritor, o narrador, são os fundadores do mundo a que se dirigem. Gosto de transpor ideias malucas para o papel, e fazer delas histórias das quais, penso eu, sou o único leitor. Me enveredar na escrita foi um coisa boa que veio da minha amizade com pessoas de um passado obscuro.
Obscuro? Não, também não vejo a reprovação na escola como obscuridade ou incapacidade, mas sim um forma de mostrar que a pessoa não esta madura, ainda criança no corpo de homem. A reprovação trouxe para mim um mundo novo, onde as coisas devem ser feitas com uma certa ordem e dedicação. Não me aprofundarei também no quesito educação, já que não concordo e não a vejo no Brasil sendo aplicada de verdade. Resumindo a reprovação me fez ver um outro lado, o lado onde as coisas acontecem, ação e reação.
Tudo neste vida nos traz experiência. Escrevi sobre o sol ao amor, das estrelas às mudanças. Li de Machado de Assis e também Mauricio de Souza, e tudo isso me aguçou o senso crítico, me antenou os ouvidos e me fez rir das besteiras que falei também das que escutei, besteiras estas vindas de pessoas das quais sempre tive apego e ou admiração.
Não me limitaria dizendo que sou alguém melhor, já que vivo preso no mundo das dualidades. Sempre que penso em mim de forma apreciativa acabo encontrando ações dignas de um porco. Pobre do porco que leva em seu nome o título das coisas ruins e sujas.
Visto que tudo o que escrevi foi retirado de uma breve reflexão da minha curta vida, compreendo que quanto mais buscarmos dentro de nós, mais acabaremos por descobrir quem somos nós. O quanto mudamos e aprendemos com as coisas simples da vida.
Concordo com alguém que não me recordo o nome, ele disse assim "A diferença entre a escrita e a terapia é que quando eu não escrevo não preciso pagar o dia".
Sou um chato, um chato querido.
Muringa.
Amor a preço de banana
(um delicioso café)
Olá caros (e poucos) leitores, sabemos que amar e ser amado é muito importante tal e coisa, coisa e tal.
O amor, uma paixão, pode ser e quase sempre é algo complicado, cheio de tramas e conquistas. Os envolvidos tornam as coisas difíceis ou até mesmo cedem a este amor. Mas e aquele amor muito fácil? Aquela paixão gratuita?
Pois é, tem muito "amor" por aí a preço de banana. A pessoa viu você uma vez, trocou um oi e já esta perdidamente apaixonada, cheia de elogios e promessas. O que fazer? Comprar ou não?
Este amor assim, fácil de mais, torna tudo desinteressante. Nenhum elogio feito causara em você um sentimento de gratidão ou merecimento, nenhuma palavra lançada será levada para ser pensada antes de dormir com aquele carinho e um "quê" de dúvida quanto as suas chances de dar certo, afinal já esta certo.
O amor baratinho, não enche o coração, não te tira da solidão. O amor barato acaba não saindo do mercado. Todos nós queremos amor, carinho, ou até mesmo simplesmente a companhia agradável de tal pessoa, mas quando estas coisas são ofertadas pelo o vendedor barateiro tudo perde a graça, a verdade, o fundo, a base.
Queremos ser conquistados pelos pequenos detalhes, pelo cheiro bom da pessoa, pelo sorriso, pelo carisma. Não, não seja um doador de amor. Conquiste-o, cultive-o, e desperte ele no outro. Quem gosta deste amor falso terá o triste fim de sempre, o termino de súbito do mesmo, que na verdade nunca existiu a não ser na mente daquele ser oferecido.
Amar e ser amado. Difícil sim, mas não impossível.
Muringa.
Olá caros (e poucos) leitores, sabemos que amar e ser amado é muito importante tal e coisa, coisa e tal.
O amor, uma paixão, pode ser e quase sempre é algo complicado, cheio de tramas e conquistas. Os envolvidos tornam as coisas difíceis ou até mesmo cedem a este amor. Mas e aquele amor muito fácil? Aquela paixão gratuita?
Pois é, tem muito "amor" por aí a preço de banana. A pessoa viu você uma vez, trocou um oi e já esta perdidamente apaixonada, cheia de elogios e promessas. O que fazer? Comprar ou não?
Este amor assim, fácil de mais, torna tudo desinteressante. Nenhum elogio feito causara em você um sentimento de gratidão ou merecimento, nenhuma palavra lançada será levada para ser pensada antes de dormir com aquele carinho e um "quê" de dúvida quanto as suas chances de dar certo, afinal já esta certo.
O amor baratinho, não enche o coração, não te tira da solidão. O amor barato acaba não saindo do mercado. Todos nós queremos amor, carinho, ou até mesmo simplesmente a companhia agradável de tal pessoa, mas quando estas coisas são ofertadas pelo o vendedor barateiro tudo perde a graça, a verdade, o fundo, a base.
Queremos ser conquistados pelos pequenos detalhes, pelo cheiro bom da pessoa, pelo sorriso, pelo carisma. Não, não seja um doador de amor. Conquiste-o, cultive-o, e desperte ele no outro. Quem gosta deste amor falso terá o triste fim de sempre, o termino de súbito do mesmo, que na verdade nunca existiu a não ser na mente daquele ser oferecido.
Amar e ser amado. Difícil sim, mas não impossível.
Muringa.
Impotente é como eu me sinto
(um café por enquanto)
Olá apreciadores de café.
Estou muito triste com algumas coisas que vêm acontecendo com minha vida. Um sentimento grande de impotência vem se apoderando de mim. Espero que com este texto eu possa mostrar um pouco de como é complicado a vida de estudante, e principalmente em uma escola pública.
Na virada de ano (2010/2011) dentre meus pedidos de melhora, estavam alguns que dediquei especialmente para a escola. Queria ser um aluno melhor, estudar com dedicação para fazer boas provas para vestibulares e poder concluir com êxito meu ensino médio.
Porém quando cheguei com os meus ânimos renovados para um bom ano letivo o que eu encontrei foi bem diferente. Uma escola com a grade de professores totalmente renovada. Meus bons e companheiros professores foram substituídos por um grupo de professores prestes a se aposentarem. Não que todos sejam ruins, alguns realmente, por mais que já estavam cansados da sala de aula continuam nos iluminando com sua experiência e sabedoria. Porém esta não é uma realidade que atingiu a maioria. Um descaso com o aluno notável. Estamos vivendo uma realidade onde quando tem professor não tem aula e quando tem aula não tem professor.
Professor de licença maternidade, licença para isso e para aquilo, professor machucado e professor simplesmente desinteressado. Alguns casos são tão gritantes que todos os alunos decidiram se manifestar. Um professor que debocha na nossa cara, que simplesmente disse com todas as letras que preferia não estar ali dando aula entre outras "sacanagens" ditas pelo mesmo. Tentamos erguer a nossa voz dentro da escola de horrores mas a unica coisa que ouvimos é :
Vocês não têm este poder.
Não podemos fazer nada.
Se manifestar pode ser pior. Ele pode te marcar.
Como assim me marcar? Ele não é um profissional? Ele não teria que ouvir o aluno? Não seria justo uma conversa para entrarmos em acordo?
Agora eu digo o motivo da minha tristeza. POR QUE NÓS TEMOS QUE AGUENTAR TUDO CALADOS? POR QUE NÃO PODEMOS TIRAR UM PROFESSOR DA ESCOLA QUE NÃO ESTÁ NOS ENSINANDO? O QUE HÁ DE ERRADO COM A POLÍTICA DESTE PAIS QUE TRATA OS ALUNOS COMO SEGUNDO PLANO?
Meu caso é apenas um dentre milhares pelo Brasil. Veja a prova do ENEM, escolas sendo fechadas, taxa de analfabetismo e outros exemplos que provam o descaso com a educação.
Nós alunos estamos fodidos de qualquer maneira. Não podemos reclamar, reagir, não podemos questionar, não podemos receber uma atenção qualquer. Mas também não podemos abaixar nossa cabeça para nenhum "professor", pois diploma não é sinônimo de conhecimento absoluto. Não devemos ser subestimados apenas porque somos mais "fracos" do que eles. O que é a escola sem aluno? Professor e aluno não deveriam trabalhar juntos e em harmonia?
Faço votos de melhora para toda a educação brasileira, mas não vou abaixar minha voz até que eu seja ouvido. Novos Caras Pintadas devem surgir, numa época em que o estudo é tratado como brincadeira.
Muringa.
Olá apreciadores de café.
Estou muito triste com algumas coisas que vêm acontecendo com minha vida. Um sentimento grande de impotência vem se apoderando de mim. Espero que com este texto eu possa mostrar um pouco de como é complicado a vida de estudante, e principalmente em uma escola pública.
Na virada de ano (2010/2011) dentre meus pedidos de melhora, estavam alguns que dediquei especialmente para a escola. Queria ser um aluno melhor, estudar com dedicação para fazer boas provas para vestibulares e poder concluir com êxito meu ensino médio.
Porém quando cheguei com os meus ânimos renovados para um bom ano letivo o que eu encontrei foi bem diferente. Uma escola com a grade de professores totalmente renovada. Meus bons e companheiros professores foram substituídos por um grupo de professores prestes a se aposentarem. Não que todos sejam ruins, alguns realmente, por mais que já estavam cansados da sala de aula continuam nos iluminando com sua experiência e sabedoria. Porém esta não é uma realidade que atingiu a maioria. Um descaso com o aluno notável. Estamos vivendo uma realidade onde quando tem professor não tem aula e quando tem aula não tem professor.
Professor de licença maternidade, licença para isso e para aquilo, professor machucado e professor simplesmente desinteressado. Alguns casos são tão gritantes que todos os alunos decidiram se manifestar. Um professor que debocha na nossa cara, que simplesmente disse com todas as letras que preferia não estar ali dando aula entre outras "sacanagens" ditas pelo mesmo. Tentamos erguer a nossa voz dentro da escola de horrores mas a unica coisa que ouvimos é :
Vocês não têm este poder.
Não podemos fazer nada.
Se manifestar pode ser pior. Ele pode te marcar.
Como assim me marcar? Ele não é um profissional? Ele não teria que ouvir o aluno? Não seria justo uma conversa para entrarmos em acordo?
Agora eu digo o motivo da minha tristeza. POR QUE NÓS TEMOS QUE AGUENTAR TUDO CALADOS? POR QUE NÃO PODEMOS TIRAR UM PROFESSOR DA ESCOLA QUE NÃO ESTÁ NOS ENSINANDO? O QUE HÁ DE ERRADO COM A POLÍTICA DESTE PAIS QUE TRATA OS ALUNOS COMO SEGUNDO PLANO?
Meu caso é apenas um dentre milhares pelo Brasil. Veja a prova do ENEM, escolas sendo fechadas, taxa de analfabetismo e outros exemplos que provam o descaso com a educação.
Nós alunos estamos fodidos de qualquer maneira. Não podemos reclamar, reagir, não podemos questionar, não podemos receber uma atenção qualquer. Mas também não podemos abaixar nossa cabeça para nenhum "professor", pois diploma não é sinônimo de conhecimento absoluto. Não devemos ser subestimados apenas porque somos mais "fracos" do que eles. O que é a escola sem aluno? Professor e aluno não deveriam trabalhar juntos e em harmonia?
Faço votos de melhora para toda a educação brasileira, mas não vou abaixar minha voz até que eu seja ouvido. Novos Caras Pintadas devem surgir, numa época em que o estudo é tratado como brincadeira.
Muringa.
Mudança, curiosidade, julgamento, repulsa e o resultado de tudo.
(Manda aí um sorvete de café)
Compartilhando experiências:
Olá amigos do Café do Muringa, eu por motivos ilógicos decidi me testar e testar aos outros. Decidi de uma forma simples porém impactante, mudar.
Mudança: todos julgam que quando você quer mudar é porque você não gosta de si, ou está insatisfeito com algo. Todos esperam que a mudança ocorra apenas quando uma situação não esta mais sobre controle ou se tornou insuportável. E eu digo : NÃO É!
A mudança pode ocorrer simplesmente por um anseio de algo novo. Pelo simples fato de que nada impede que você mude. Você não tem que ser sempre a pessoa que os outros esperam que você seja. Você não precisa brincar de teatro o tempo todo em função de um grupo social. Veja sobre o quem eu estou falando: você.
Você assim como qualquer outra pessoa (penso eu), é capaz de compreender que as opiniões alheias não devem reger quem é você, ou como deve-se viver.
Para aplicar esta simples mudança eu decidi mudar a cor do meu cabelo (para loiro). A decisão foi tomada sozinha porém consultada. Perguntei à algumas poucas pessoas suas opiniões e as mesmas foram de reprovação com exceção à uma. Mas na verdade eu já havia me decidido e antes que eu mudasse de idéia corri sem avisar à ninguém para ativar o "plano".
Logo após ter mudado a cor dos meus cabelos no caminho de volta para minha casa, as pessoas na rua não foram nenhum pouco discretas ao olharem e apontarem. Grupos de homens zombaram e chacotearam, outras pessoas faziam caretas. Foi bem divertido.
Em casa minha mãe foi a primeira a comentar. Riu e brincou mas acabou por concordar. Um amigo que estava lá no momento aprovou e elogiou.
Sem perder tempo fui até meus sites de relacionamentos e divulguei apenas uma mensagem de zueira e uma imagem: meu cabelo.
Perguntas, críticas, comentários invadiram minhas páginas.
E assim passaram-se alguns dias.
Curiosidade: A primeira reação à mudança é a curiosidade. Todos querem saber o motivo pelo qual você mudou. Sem exceção, desde dos pais aos professores, aos vizinhos e tudo mais.
Descobri que a mudança vem como uma onda. A sua mudança desperta algo dentro de cada pessoa, uma espécie de desafio, do tipo: nossa eu poderia mudar radicalmente também, só não quero. Ou até mesmo, ele é muito corajoso, eu teria vergonha. Etc.
Todos sentem que esta mudança que ocorreu com você pode afetá-las de alguma maneira e é aí que entra nosso inconsciente ou sei lá o que querendo reprogramar* você para não sair do padrão.
Repulsa: Após se sentirem afetados de alguma maneira as pessoas tentam de todas as formas te fazerem arrepender-se do que foi feito, tentam boicotá-lo para que isso não se repita. Se elas não possuem intimidade suficiente com você elas ficam igual a bobos olhando constantemente e abrindo e fechando a boca sem dizer nada, temendo falar algo ou dar sua opinião sabendo que a mesma não foi solicitada. Aqueles que te conhecem ou julgam conhecer fazem piadas, associações pejorativas, ridicularizam e dizem que não está certo e outras coisas.
Aí eu pergunto: Se é uma coisa que não vai mudar em NADA na sua via, que não foi feita em você, por que de tanto rancor? Para que debochar e falar coisas maldosas?
A resposta é um tanto quanto simples (salvo exceções): Eles temem que em algum momento ou de alguma forma eles se sintam tentados a fazerem o mesmo. A repudia não é para que você não faça mais, mas sim para que eles se auto-desencorajam a fazê-lo. Vou tentar esclarecer; todas as coisas ruins que são ditas e feitas são uma forma de se preservarem daquilo, e isto se aplica a tudo. As pessoas que entram em comunidades no orkut contra o Restart, ou Funk, ou contra qualquer outra coisa, só querem se sentirem seguras de que aquilo não os contagie de alguma forma. Elas têm que fazer piadas, comunidades ofensivas e outras coisas más* somente para se assegurarem que jamais irão fazer as mesmas coisas.
São como sobreviventes de um Zombie Outbreak. Os humanos não querem nem chegar perto dos zumbis pois sabem que com uma mera convivência podem se tornar um. Fui claro?
Julgamento: Após terem ficado curiosos, feito todas as piadas possíveis e tudo mais, as pessoas realizam uma espécie de julgamento interno. Elas batem o martelo e dão o veredicto, que é se a sua mudança irá afeta-las* ou não, se dá para continuarem convivendo ou sei lá o que ou não. E este julgamento não é feito apenas para com as mudanças. São feitos o tempo todo, por mim e por vocês, quanto: a cor da pessoa, se é deficiente, se é homossexual, se é gordo, se é bonito, se tem dinheiro, onde estuda, qual profissão, e etc.
Resultado: Nós seres humanos somos na verdade haters, ou seja, odiamos tudo o tempo todo. Não estou dizendo que não existem mudanças bem aceitas nem que não existem pessoas que podem ser ditas mais imparciais, que não se deixam levar por aparências. O que quero levar para todos vocês que leram esta minha simples experiência é que devemos nos compreender melhor. Devemos entender o porque que uma atitude alheia a você o incomoda tão profundamente a ponto de terem que se afastar de algo. À reflexão.
Abraços do Muringa.
Compartilhando experiências:
Olá amigos do Café do Muringa, eu por motivos ilógicos decidi me testar e testar aos outros. Decidi de uma forma simples porém impactante, mudar.
Mudança: todos julgam que quando você quer mudar é porque você não gosta de si, ou está insatisfeito com algo. Todos esperam que a mudança ocorra apenas quando uma situação não esta mais sobre controle ou se tornou insuportável. E eu digo : NÃO É!
A mudança pode ocorrer simplesmente por um anseio de algo novo. Pelo simples fato de que nada impede que você mude. Você não tem que ser sempre a pessoa que os outros esperam que você seja. Você não precisa brincar de teatro o tempo todo em função de um grupo social. Veja sobre o quem eu estou falando: você.
Você assim como qualquer outra pessoa (penso eu), é capaz de compreender que as opiniões alheias não devem reger quem é você, ou como deve-se viver.
Para aplicar esta simples mudança eu decidi mudar a cor do meu cabelo (para loiro). A decisão foi tomada sozinha porém consultada. Perguntei à algumas poucas pessoas suas opiniões e as mesmas foram de reprovação com exceção à uma. Mas na verdade eu já havia me decidido e antes que eu mudasse de idéia corri sem avisar à ninguém para ativar o "plano".
Logo após ter mudado a cor dos meus cabelos no caminho de volta para minha casa, as pessoas na rua não foram nenhum pouco discretas ao olharem e apontarem. Grupos de homens zombaram e chacotearam, outras pessoas faziam caretas. Foi bem divertido.
Em casa minha mãe foi a primeira a comentar. Riu e brincou mas acabou por concordar. Um amigo que estava lá no momento aprovou e elogiou.
Sem perder tempo fui até meus sites de relacionamentos e divulguei apenas uma mensagem de zueira e uma imagem: meu cabelo.
Perguntas, críticas, comentários invadiram minhas páginas.
E assim passaram-se alguns dias.
Curiosidade: A primeira reação à mudança é a curiosidade. Todos querem saber o motivo pelo qual você mudou. Sem exceção, desde dos pais aos professores, aos vizinhos e tudo mais.
Descobri que a mudança vem como uma onda. A sua mudança desperta algo dentro de cada pessoa, uma espécie de desafio, do tipo: nossa eu poderia mudar radicalmente também, só não quero. Ou até mesmo, ele é muito corajoso, eu teria vergonha. Etc.
Todos sentem que esta mudança que ocorreu com você pode afetá-las de alguma maneira e é aí que entra nosso inconsciente ou sei lá o que querendo reprogramar* você para não sair do padrão.
Repulsa: Após se sentirem afetados de alguma maneira as pessoas tentam de todas as formas te fazerem arrepender-se do que foi feito, tentam boicotá-lo para que isso não se repita. Se elas não possuem intimidade suficiente com você elas ficam igual a bobos olhando constantemente e abrindo e fechando a boca sem dizer nada, temendo falar algo ou dar sua opinião sabendo que a mesma não foi solicitada. Aqueles que te conhecem ou julgam conhecer fazem piadas, associações pejorativas, ridicularizam e dizem que não está certo e outras coisas.
Aí eu pergunto: Se é uma coisa que não vai mudar em NADA na sua via, que não foi feita em você, por que de tanto rancor? Para que debochar e falar coisas maldosas?
A resposta é um tanto quanto simples (salvo exceções): Eles temem que em algum momento ou de alguma forma eles se sintam tentados a fazerem o mesmo. A repudia não é para que você não faça mais, mas sim para que eles se auto-desencorajam a fazê-lo. Vou tentar esclarecer; todas as coisas ruins que são ditas e feitas são uma forma de se preservarem daquilo, e isto se aplica a tudo. As pessoas que entram em comunidades no orkut contra o Restart, ou Funk, ou contra qualquer outra coisa, só querem se sentirem seguras de que aquilo não os contagie de alguma forma. Elas têm que fazer piadas, comunidades ofensivas e outras coisas más* somente para se assegurarem que jamais irão fazer as mesmas coisas.
São como sobreviventes de um Zombie Outbreak. Os humanos não querem nem chegar perto dos zumbis pois sabem que com uma mera convivência podem se tornar um. Fui claro?
Julgamento: Após terem ficado curiosos, feito todas as piadas possíveis e tudo mais, as pessoas realizam uma espécie de julgamento interno. Elas batem o martelo e dão o veredicto, que é se a sua mudança irá afeta-las* ou não, se dá para continuarem convivendo ou sei lá o que ou não. E este julgamento não é feito apenas para com as mudanças. São feitos o tempo todo, por mim e por vocês, quanto: a cor da pessoa, se é deficiente, se é homossexual, se é gordo, se é bonito, se tem dinheiro, onde estuda, qual profissão, e etc.
Resultado: Nós seres humanos somos na verdade haters, ou seja, odiamos tudo o tempo todo. Não estou dizendo que não existem mudanças bem aceitas nem que não existem pessoas que podem ser ditas mais imparciais, que não se deixam levar por aparências. O que quero levar para todos vocês que leram esta minha simples experiência é que devemos nos compreender melhor. Devemos entender o porque que uma atitude alheia a você o incomoda tão profundamente a ponto de terem que se afastar de algo. À reflexão.
Abraços do Muringa.
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