Quedando em queda.

sábado, 21 de abril de 2012 0 comentários
Caio a todo instante, caio sem parar.
Caio tanto que até parei de reparar.
Disseram-me que por não ter atingido o chão eu já devo ter parado.
Mas a verdade clara é que não, eu continuo indo rumo ao chão.
Quedado em queda, quedando-me à queda.

Muitas são as mãos que por vezes se estendem.
É amigo, é irmão. São inimigos que se vão.
Como me esticam ajuda se também estão a cair?
Braços curtos, força pouca.
Caímos todos juntos, rumo ao chão.

Alguns caem rapidamente, são pesados, ou inclinam-se para que isso aconteça.
Outros se demoram, fingem não cair, vivem à brisa da queda.
Caio, ou me derrubam?
Caio porque me derrubam, ou me afundam porque caio?
Queda, caindo em si.

Nasce, cresce, morre caindo. Nunca atinge de fato o chão.
Existe um limite para esta queda?

Olho para cima e não vejo da onde caí.
Procuro lá em baixo, não vejo para onde cairei.
É por isso que me quedo na queda.
Não tem como não cair, mas tampouco como emergir.

Braços curtos, força pouca.
Querem me derrubar, quando na verdade eu já estou caindo.
Preso ao modo, caindo em si.

Café com ritmo

quarta-feira, 18 de abril de 2012 0 comentários
(badu, bada, badabadabudu ♫♪♫♪♫)

Olá amigo,

agora ,como você deve (provavelmente) estar ouvindo, o Café do Muringa tem ritmo também. E que batida é essa? O jazz!

Esse jazz gostoso, essa conversa músical, veio para acrescentar mais vida ao blog, que já está velhinho.
Espero que ter acrescentado este áudio faça com que a leitura dos textos que já era boa fique ainda melhor! Colocarei todo dia uma música nova para a playlist, para quem sempre o blog esteja renovado.
Ah, e deixem sua opinião aqui, comentem dizendo se gostaram da ideia ou não, deem sugestões. Deixem recados para mim, eu os leio (y).
Beijos do Muringa.

Café com ritmo

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(badu, bada, badabadabudu ♫♪♫♪♫)

Olá amigo,

agora ,como você deve (provavelmente) estar ouvindo, o Café do Muringa tem ritmo também. E que batida é essa? O jazz!
Esse jazz gostoso, essa conversa músical, veio para acrescentar mais vida ao blog, que já está velhinho.
Espero que ter acrescentado este áudio faça com que a leitura dos textos que já era boa fique ainda melhor! Colocarei todo dia uma música nova para a playlist, para quem sempre o blog esteja renovado.
Ah, e deixem sua opinião aqui, comentem dizendo se gostaram da ideia ou não, deem sugestões. Deixem recados para mim, eu os leio (y).
Beijos do Muringa.

Simbiose

domingo, 25 de março de 2012 3 comentários

Simbiose

Sinto sua vontade, transformo o seu ser.
Uma luta para não deixar-se dominar,
a força da razão se empenhando em neutralizar o meu poder.
Dor.
O sangue pulsa com violência, resposta do coração.
Seu corpo vibra, se contorce.
Suas mãos apertam minha carne querendo arrancá-la.
Ódio.
Meu olhar penetra sua alma, você já não pode resistir.
Feche-os, não olhe mais.
A mente falha, o desejo grita, e a boca saliva.
Prazer.
Pouco a pouco eu te domino. Logo eu sou você e você sou eu.
Meu sangue, minha carne, meu corpo.
A força de dois planetas que se colidem, origem da vida.
Nós.
Uma simbiose violenta que nos draga para o fim.
Consumimo-nos em chamas, mas das cinzas não voltamos.
O meu fim é em ti, como o sol no horizonte.
Deixamos.
Com último grito tudo se acaba.
Não existe mais nós, nem mais dois.
Somos nada, somos um.
Artificialmente um. Domínio simbiótico.

Universidade, um novo universo.

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(um café com leite e um pão na chapa)

Bom dia!

Entrar numa faculdade é o sonho de muitos, e por vezes este sonho é um tanto quanto específico, como por exemplo; entrar em alguma universidade federal. Uma vontade bastante inteligente, tendo em vista alguns aspectos, tal como a excelência de ensino, a didática inovadora, dentre tantos outros motivos.
Hoje falarei não sobre o estar lá dentro, fato que eu consegui, mas sim sobre o que acontece antes de entrar. O longo e árduo (não que tenha sido para mim) caminho até as portas de entrada para o universo acadêmico.
Existe uma grande inversão nos princípios da educação na atualidade; nós não estudamos mais para sermos críticos e racionais quanto pessoas, mas sim para sermos admitidos nos diversos campos de trabalho da sociedade e sermos aprovados nos testes impostos para nivelar o conhecimento. Dessa maneira, todo ser humano que ingressa na escola inicia uma longa jornada de limitação e condicionamento intelectual para que nos tornemo-nos aptos a ocupar lugar na sociedade capitalista. Não quero me estender nestas questão problemáticas uma vez que expor alguns pontos não trará nenhuma mudança real. A questão é; eu passei por tudo isso, do primeiro período até o terceiro ano do ensino médio. Com minhas quedas e tropeços.
Eu não estudei para o enem (o é compreendido como algo que avaliará se o aluno domina os conhecimentos do ensino médio), não precisei. Fiz o enem e a segunda etapa da universidade com os meus conhecimentos de ensino fundamental mesmo. Estou me gabando por isso? Não, não mesmo. Estou mostrando que esse sistema de avaliação é falho em si mesmo, esta tudo errado. Do inicio ao fim.
O foco dado nas decorebas, a edução se transformando em mercadoria, enfim, coisas que não deveriam acontecer no ambiente escolar, mas que pelo contrário vêm ganhando força dentro das escolas.
Entrar na faculdade é mais fácil do que parece, mas seria esse o método correto de ingressão? Será que eu que não estudei nada, que não tive uma boa base na educação deveria ser quem vai ocupar um lugar dentro de uma federal? E por outro lado, seria um estudante que veio de uma escola particular caríssima, que pagou os melhores cursinhos, que condicionou sua mente para as avaliações, que se limitou aos guias práticos de ensino, que deveria ocupar essas vagas?
Precisamos refletir. Neste primeiro texto sobre a minha ingressão na UFMG eu só quis contar um pouquinho de como se deu a minha entrada, e de como é ridículo os métodos avaliativos, que se baseiam em acumulo de métodos e conhecimentos, e não num pensamento crítico e lógico sobre a vida e suas "matérias".