(um cafézinho com açúcar)
Eu descobri que sou chato.
Não uso óculos de sol, piercing, brinco, colar, pulseira, tornozeleira, tatuagem, anel, munhequeira, bandana, lente de contato, alargador, nada. Isso me dá uma sensação de liberdade, de diferença.Ah, e têm isso também, eu me acho diferente.
A minha diferença realmente existe, assim como em todos os demais. Paradoxal, no mínimo. Todos os motivos nos quais me vejo diferente em relação aos outros eu descobri que se enquadram perfeitamente em uma simples definição: chatice.
As vezes como força de meu signo, ou tolice minha mesmo, me vejo em momentos de reflexão, olhando por cima de todos, com os olhos do ego. Aquele onde eu me torno um Deus perante os pobres mortais que me cercam, onde todos não estão á altura do que se propõe a fazer, ou não fazem com a maestria com que eu faria. Mentira.
É engraçado como uma pessoa que como eu tem estes lapsos de superioridade, consegue em um segundo compreender que tudo é fruto da sua fértil imaginação e que na verdade o único incompetente sou eu.. Não, não, sem "vitimismo". Só sei o meu lugar.
Vivendo entre outros da minha mesma espécie, os humanos, aprendi muitas coisas. Coisas completamente inúteis, coisas bobas e até mesmo coisas importantes, como o ciclo da água e a mudança temperamental feminina. Compreendi que muitos dos problemas que me afligem são consequência de minha própria mania de ser chato. A solidão é uma delas.
Sabe aquela do lobo solitário? Então, não se aplica a mim. Estou sozinho porque a minha chatice não deixou nenhuma doninha (perdoe-me a expressão) atingir o foco principal, o meu coração. Não, eu não acho que ser solteiro me torna alguém pior do que os outros, já que eu vejo muitas vezes na relação à dois, os bananas de pijama. Duas pessoas que retiraram parte de seus cerebros somente para poderem pensar juntas, nada se faz sozinho. Não vou me ater no lado afetivo, uma vez que não faço deste meu objetivo de vida.
Encontrei na escrita uma forma de transformar a imaginação que me faz ser "Deus", uma forma de me tornar um Deus efetivo. Não o Deus das orações, mas sim um Deus menor, como nas mitologias. Afinal o escritor, o narrador, são os fundadores do mundo a que se dirigem. Gosto de transpor ideias malucas para o papel, e fazer delas histórias das quais, penso eu, sou o único leitor. Me enveredar na escrita foi um coisa boa que veio da minha amizade com pessoas de um passado obscuro.
Obscuro? Não, também não vejo a reprovação na escola como obscuridade ou incapacidade, mas sim um forma de mostrar que a pessoa não esta madura, ainda criança no corpo de homem. A reprovação trouxe para mim um mundo novo, onde as coisas devem ser feitas com uma certa ordem e dedicação. Não me aprofundarei também no quesito educação, já que não concordo e não a vejo no Brasil sendo aplicada de verdade. Resumindo a reprovação me fez ver um outro lado, o lado onde as coisas acontecem, ação e reação.
Tudo neste vida nos traz experiência. Escrevi sobre o sol ao amor, das estrelas às mudanças. Li de Machado de Assis e também Mauricio de Souza, e tudo isso me aguçou o senso crítico, me antenou os ouvidos e me fez rir das besteiras que falei também das que escutei, besteiras estas vindas de pessoas das quais sempre tive apego e ou admiração.
Não me limitaria dizendo que sou alguém melhor, já que vivo preso no mundo das dualidades. Sempre que penso em mim de forma apreciativa acabo encontrando ações dignas de um porco. Pobre do porco que leva em seu nome o título das coisas ruins e sujas.
Visto que tudo o que escrevi foi retirado de uma breve reflexão da minha curta vida, compreendo que quanto mais buscarmos dentro de nós, mais acabaremos por descobrir quem somos nós. O quanto mudamos e aprendemos com as coisas simples da vida.
Concordo com alguém que não me recordo o nome, ele disse assim "A diferença entre a escrita e a terapia é que quando eu não escrevo não preciso pagar o dia".
Sou um chato, um chato querido.
Muringa.
Ela
(O expresso)
Ela.
Quem é Ela que habita minha imaginação?
O que Ela faz ali na escuridão, espreitando-me?
Sabe que é dona do meu pensamento,
e faz de minha vida seu jogo.
Ela que um dia não era ninguém, hoje,
torna-se bem mais importante que qualquer outro alguém.
Me conhece tão bem, vêe-me com tanta transparência,
que faz de minhas vontades, meus sentimentos, suas armas.
Só não sabe Ela que faço destas palavras sua sentença.
A partir de hoje ganhará nome, sairá do anonimato.
Será chamada sempre de Bela, porque antes mesmo de a conhecer,
sei que apenas Ela amarei.
Arthur Fortes Moreno Fernandes
Muringa.
Ela.
Quem é Ela que habita minha imaginação?
O que Ela faz ali na escuridão, espreitando-me?
Sabe que é dona do meu pensamento,
e faz de minha vida seu jogo.
Ela que um dia não era ninguém, hoje,
torna-se bem mais importante que qualquer outro alguém.
Me conhece tão bem, vêe-me com tanta transparência,
que faz de minhas vontades, meus sentimentos, suas armas.
Só não sabe Ela que faço destas palavras sua sentença.
A partir de hoje ganhará nome, sairá do anonimato.
Será chamada sempre de Bela, porque antes mesmo de a conhecer,
sei que apenas Ela amarei.
Arthur Fortes Moreno Fernandes
Muringa.
Amor a preço de banana
(um delicioso café)
Olá caros (e poucos) leitores, sabemos que amar e ser amado é muito importante tal e coisa, coisa e tal.
O amor, uma paixão, pode ser e quase sempre é algo complicado, cheio de tramas e conquistas. Os envolvidos tornam as coisas difíceis ou até mesmo cedem a este amor. Mas e aquele amor muito fácil? Aquela paixão gratuita?
Pois é, tem muito "amor" por aí a preço de banana. A pessoa viu você uma vez, trocou um oi e já esta perdidamente apaixonada, cheia de elogios e promessas. O que fazer? Comprar ou não?
Este amor assim, fácil de mais, torna tudo desinteressante. Nenhum elogio feito causara em você um sentimento de gratidão ou merecimento, nenhuma palavra lançada será levada para ser pensada antes de dormir com aquele carinho e um "quê" de dúvida quanto as suas chances de dar certo, afinal já esta certo.
O amor baratinho, não enche o coração, não te tira da solidão. O amor barato acaba não saindo do mercado. Todos nós queremos amor, carinho, ou até mesmo simplesmente a companhia agradável de tal pessoa, mas quando estas coisas são ofertadas pelo o vendedor barateiro tudo perde a graça, a verdade, o fundo, a base.
Queremos ser conquistados pelos pequenos detalhes, pelo cheiro bom da pessoa, pelo sorriso, pelo carisma. Não, não seja um doador de amor. Conquiste-o, cultive-o, e desperte ele no outro. Quem gosta deste amor falso terá o triste fim de sempre, o termino de súbito do mesmo, que na verdade nunca existiu a não ser na mente daquele ser oferecido.
Amar e ser amado. Difícil sim, mas não impossível.
Muringa.
Olá caros (e poucos) leitores, sabemos que amar e ser amado é muito importante tal e coisa, coisa e tal.
O amor, uma paixão, pode ser e quase sempre é algo complicado, cheio de tramas e conquistas. Os envolvidos tornam as coisas difíceis ou até mesmo cedem a este amor. Mas e aquele amor muito fácil? Aquela paixão gratuita?
Pois é, tem muito "amor" por aí a preço de banana. A pessoa viu você uma vez, trocou um oi e já esta perdidamente apaixonada, cheia de elogios e promessas. O que fazer? Comprar ou não?
Este amor assim, fácil de mais, torna tudo desinteressante. Nenhum elogio feito causara em você um sentimento de gratidão ou merecimento, nenhuma palavra lançada será levada para ser pensada antes de dormir com aquele carinho e um "quê" de dúvida quanto as suas chances de dar certo, afinal já esta certo.
O amor baratinho, não enche o coração, não te tira da solidão. O amor barato acaba não saindo do mercado. Todos nós queremos amor, carinho, ou até mesmo simplesmente a companhia agradável de tal pessoa, mas quando estas coisas são ofertadas pelo o vendedor barateiro tudo perde a graça, a verdade, o fundo, a base.
Queremos ser conquistados pelos pequenos detalhes, pelo cheiro bom da pessoa, pelo sorriso, pelo carisma. Não, não seja um doador de amor. Conquiste-o, cultive-o, e desperte ele no outro. Quem gosta deste amor falso terá o triste fim de sempre, o termino de súbito do mesmo, que na verdade nunca existiu a não ser na mente daquele ser oferecido.
Amar e ser amado. Difícil sim, mas não impossível.
Muringa.
A vida
(um chocolate quente)
Olá pessoas.
A vida é uma coisa confusa, torta, que dá muitas voltas. Tentamos agir da melhor maneira e a mais coerente possível em nossas vidas. Mas o que acontece para que nós nunca estejamos inteiramente satisfeitos com a nossa vida?
Sempre estamos com duvidas, medo, desejos e outros sentimentos indistintos. Uma vida não pode ser descrita com palavras, frases, músicas ou qualquer outra coisa. Ela é a coisa mais grandiosa, o pertence mais valioso, a nossa maior virtude.É isso, estarmos vivos.
Por que somos tão ingratos? Não é que não gostamos da nossa vida, mas parece-nos que sempre poderia ter um algo mais. O que é este algo a mais que tanto procuramos? Será que é realmente possível atingi-lo em vida?
Muitos procuram preencher este "vazio" no álcool, na comida, na religião, no relacionamento, na dor, no silêncio. Mas o que representa este vazio muda de pessoa para pessoa. É realmente importante que nós estejemos sempre no controle de nossas vidas? Será que sempre tudo têm que sair como nós planejamos? Ou até mesmo que as frustrações infligidas a nós não nos acrescenta em nada?
Viver a vida aos extremos ou pacatamente? Temos que experimentar de tudo que a vida oferece ou apenas vivermos de forma centrada e funcional?
Será possível escrever um texto sobre a vida? Acho que a resposta é não. A única coisa possível de se fazer sobre a vida é questionar, já que as respostas nunca estarão a nível de compreensão. As respostas da vida se encontram nas coisas simples. no sorriso recebido, no compartilhamento momentaneo de sentimentos comuns, na entrega ao prazer, o prazer que é viver.
A vida, não é apenas a coisa biológica, o viver. Ela é uma forma de manifestação de algo muito maior que nós. A vida é algo que ultrapassa qualquer descrição. Para que possamos ao menos tentar compreedner o que ela é, precisamos viver.
Então vamos viver. Viver como nunca antes. Viver novos amores, novas amizadas, novos esportes, novos gostos musicais, novos países, novas aparências.
Vamos viver.
Muringa.
Olá pessoas.
A vida é uma coisa confusa, torta, que dá muitas voltas. Tentamos agir da melhor maneira e a mais coerente possível em nossas vidas. Mas o que acontece para que nós nunca estejamos inteiramente satisfeitos com a nossa vida?
Sempre estamos com duvidas, medo, desejos e outros sentimentos indistintos. Uma vida não pode ser descrita com palavras, frases, músicas ou qualquer outra coisa. Ela é a coisa mais grandiosa, o pertence mais valioso, a nossa maior virtude.É isso, estarmos vivos.
Por que somos tão ingratos? Não é que não gostamos da nossa vida, mas parece-nos que sempre poderia ter um algo mais. O que é este algo a mais que tanto procuramos? Será que é realmente possível atingi-lo em vida?
Muitos procuram preencher este "vazio" no álcool, na comida, na religião, no relacionamento, na dor, no silêncio. Mas o que representa este vazio muda de pessoa para pessoa. É realmente importante que nós estejemos sempre no controle de nossas vidas? Será que sempre tudo têm que sair como nós planejamos? Ou até mesmo que as frustrações infligidas a nós não nos acrescenta em nada?
Viver a vida aos extremos ou pacatamente? Temos que experimentar de tudo que a vida oferece ou apenas vivermos de forma centrada e funcional?
Será possível escrever um texto sobre a vida? Acho que a resposta é não. A única coisa possível de se fazer sobre a vida é questionar, já que as respostas nunca estarão a nível de compreensão. As respostas da vida se encontram nas coisas simples. no sorriso recebido, no compartilhamento momentaneo de sentimentos comuns, na entrega ao prazer, o prazer que é viver.
A vida, não é apenas a coisa biológica, o viver. Ela é uma forma de manifestação de algo muito maior que nós. A vida é algo que ultrapassa qualquer descrição. Para que possamos ao menos tentar compreedner o que ela é, precisamos viver.
Então vamos viver. Viver como nunca antes. Viver novos amores, novas amizadas, novos esportes, novos gostos musicais, novos países, novas aparências.
Vamos viver.
Muringa.
Todo dia é sexta-feira
(um café e só!)
Nossa! O que a sexta-feira representa para nós?
Difícil dizer quando cada dia é diferente para cada um de nós. Este dia, assim como outros, pode ser bom ou ruim. Mas a questão é o que no senso comum a sexta representa para as pessoas. Para alguns é o fim de um ciclo, a arrastada semana de rotina e afazeres que se termina, para outros é a lembrança de que dois dias de solidão e ociosidade se aproxima, e para outros é apenas o dia em que ele irá para um bar e poderá voltar para sua casa no outro dia e acordar ao meio dia.
A sexta representa no mundo capitalista o aquecimento para dois dias onde você nao terá que olhar para o seu chefe ou realizar as tarefas que nós julgamos serem enfadonhas e exaustivas. Nós apostamos todas nossas fichas em um mágico final de semana onde tudo que desejamos se realizará, nossos amores serão encontrados, amigos reunidos e muita, muita diversão.
Bem, sabemos que nem sempre (quase nunca) este anseio por um final de semana perfeito se concretiza, o que leva cada vez mais as apostas serem aumentadas. Cada sexta frustrada que se passa aumenta a vontade da próxima ser melhor. Sempre fazendo mais para que desta vez seja diferente.
Bares, baladas, casas de amigos, filmes e jogos. Todos querem fazer o suor da semana ser compensado de alguma maneira.
Será que se todo dia fosse sexta feira nós aguentaríamos a ausência de sentido em nossas ações, ou a falta de rotina nos manteria com a mesma energia para toda esta "gandaia" que nós julgamos sermos tao merecedores?
Independentemente de quão profunda possa ser a discussão sobre a sagrada data de sexta, ela sempre será o mais aclamado dos dias pelo povo brasileiro.
Este dia já saiu em diversas musicas, textos e filmes. Sendo assim, nao sobra muito com o que se prolongar quando o assunto é sexta-feira.
It's friday, friday, friday.
Muringa (de um chato teclado de netbook)
Nossa! O que a sexta-feira representa para nós?
Difícil dizer quando cada dia é diferente para cada um de nós. Este dia, assim como outros, pode ser bom ou ruim. Mas a questão é o que no senso comum a sexta representa para as pessoas. Para alguns é o fim de um ciclo, a arrastada semana de rotina e afazeres que se termina, para outros é a lembrança de que dois dias de solidão e ociosidade se aproxima, e para outros é apenas o dia em que ele irá para um bar e poderá voltar para sua casa no outro dia e acordar ao meio dia.
A sexta representa no mundo capitalista o aquecimento para dois dias onde você nao terá que olhar para o seu chefe ou realizar as tarefas que nós julgamos serem enfadonhas e exaustivas. Nós apostamos todas nossas fichas em um mágico final de semana onde tudo que desejamos se realizará, nossos amores serão encontrados, amigos reunidos e muita, muita diversão.
Bem, sabemos que nem sempre (quase nunca) este anseio por um final de semana perfeito se concretiza, o que leva cada vez mais as apostas serem aumentadas. Cada sexta frustrada que se passa aumenta a vontade da próxima ser melhor. Sempre fazendo mais para que desta vez seja diferente.
Bares, baladas, casas de amigos, filmes e jogos. Todos querem fazer o suor da semana ser compensado de alguma maneira.
Será que se todo dia fosse sexta feira nós aguentaríamos a ausência de sentido em nossas ações, ou a falta de rotina nos manteria com a mesma energia para toda esta "gandaia" que nós julgamos sermos tao merecedores?
Independentemente de quão profunda possa ser a discussão sobre a sagrada data de sexta, ela sempre será o mais aclamado dos dias pelo povo brasileiro.
Este dia já saiu em diversas musicas, textos e filmes. Sendo assim, nao sobra muito com o que se prolongar quando o assunto é sexta-feira.
It's friday, friday, friday.
Muringa (de um chato teclado de netbook)
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